segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Novo embaixador dos EUA no Brasil é 'gerenciador de crises'. ‘Interventor’ agora se escreve assim...

Michael McKinley e o secretário de estado John Kerry (Á direita) participaram de reunião do Exercito dos EUA no Afeganistão
Sacou o eufemismo? Então, agente da metrópole autora da intervenção via lacaios locais ‘teleguiados’ que efetivaram o golpe, agora, com ‘a poeira’, relativamente, baixada, para não dar na vista, surge como gerenciador, a título de ajudante ou cooperador para dar uma força na ‘resolução’ das pendências no país.

Afinal ele teria que ‘gerenciar’ o quê? Pelo que se sabe a missão de um diplomata em outro país se resumiria à função burocrática de representar formalmente o seu país no país ‘amigo’, negociar acordos e não chegar como um gerente, gerenciador... De que?

No dicionário seria algo como: “Quem gerencia, quem mostra o caminho com planejamento, quem lidera e administra...

Não é a primeira vez. Não é novidade. Quem é chegado a este tipo de literatura sabe que a vida sempre imita a arte, ou vice-versa, mas, os manés, vulgo coxinhas, de plantão vão achar uma maravilha, uma gracinha de gentileza do irmão do norte, e podem chegar até a se emocionar com notícia tão alvissareira de sua chegada.

Veja abaixo o currículo do dito cujo.
"Novo embaixador dos EUA no Brasil é 'gerenciador de crises'
O governo norte-americano vai enviar ao Brasil um experiente "gerenciador de crises" para assumir a embaixada, no dia 11 de janeiro.

Peter Michael McKinley, 62, é um dos raros diplomatas americanos a se tornar embaixador pela quarta vez -já capitaneou a embaixada dos EUA na Colômbia, no Peru, e o último posto foi no Afeganistão. Ele está acostumado com missões complicadas.

Na Colômbia, participou do início das negociações de paz com as Farc. No Afeganistão, lidou com o aumento de tensões políticas e ressurgência do Taleban. Em 1997, esteve em Uganda como ministro-conselheiro (segundo na hierarquia), durante escalada de tensões com a República Democrática do Congo.

McKinley nasceu na Venezuela em 1954 e cresceu no Brasil, México e Espanha.
Como seu pai era executivo da multinacional Anderson Clayton (fabricante da margarina Claybom, adquirida pela Quaker nos anos 80), McKinley viveu dois anos em São Paulo, na adolescência.

Desde então, tornou-se fanático por futebol -acompanha os jogos avidamente.
Com doutorado em Estudos Latino-Americanos pela Universidade de Oxford, fala português, espanhol e francês. Sua mulher, Fatima, nasceu na Bolívia, e o casal tem três filhos.

"Michael McKinley é dos dos mais respeitados diplomatas americanos, uma escolha excelente para continuar a fortalecer a relação bilateral", disse Anthony Harrington, que foi embaixador em Brasília (1999-2001).

Ele assume a embaixada em situação bem mais tranquila do que a embaixadora Liliana Ayalde, que chegou no Brasil no meio do escândalo da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA.

O relacionamento entre os dois países desandou após a revelação de que a NSA espionava a ex-presidente Dilma Rousseff, o que levou ao cancelamento da visita de Estado que ela faria a Washington em 2013.

Grande parte das negociações bilaterais ficou paralisada desde então, mas a embaixadora conseguiu manter abertos os canais entre os países e destravar iniciativas, como a abertura do mercado americano para a carne brasileira in natura, medidas de facilitação de comércio e o acordo do clima. Dilma visitou os EUA em julho de 2015.

Agora, não há crise entre os dois países, mas a agenda bilateral está reduzida e há muita incerteza em relação ao futuro governo de Donald Trump. Grande parte do trabalho de McKinley será tranquilizar Brasília em relação ao novo governo.

"Em meio às incertezas criadas pela surpreendente eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos e pela grave crise que o Brasil atravessa, a chegada do respeitado embaixador Michael McKinley introduz um elemento importante de previsibilidade no diálogo entre os dois países", diz Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute no Woodrow Wilson Center, em Washington.

No momento, as maiores preocupações do governo americano em relação ao Brasil são a corrupção e a crise econômica do país.

"A vantagem é que o Brasil não está na mira de fogo do próximo governo dos EUA, porque tem deficit comercial com os americanos e não tem agenda negativa significativa, como grande volume de imigração ilegal", diz Joel Velasco, vice-presidente da consultoria Albright Stonebridge.

Outra missão importante de McKinley será atuar junto com o Brasil em relação ao desmoronamento do governo de Nicolás Maduro na Venezuela e a crise humanitária que engolfou o país.


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