domingo, 17 de dezembro de 2017

Veja alguns pontos para reflexão por um melhor Natal em família

Natal vem mudando tanto com o tempo que acabamos por – mesmo sem querer – fazer algum tipo de comparação com aqueles de nossa infância ou mesmo de algum tempo atrás, onde a “coisa” do Natal parecia pegar mais, ou seja, o espírito parecia outro.

É que hoje a mídia e as campanhas comerciais o transformaram radicalmente em mais um pretexto para grandes consumos e o tal do “espírito da ‘coisa” muitas vezes não entra nem como detalhe.

Nesta lista abaixo vai encontrar alguns pontos para reflexão no sentido de tentar resgatar um pouco do sentido original do Natal, sobretudo, em família.

- Vá com calma! Pare de se anular em nome do amor, porque quando você se abandona é justamente aí que você perde seu valor.

- Prepare-se para os encontros de família sem medo das discórdias, porque antes de serem familiares, todos ali são seres humanos, com qualidades, defeitos, culpas, ressentimentos, sonhos e medos diferentes.

- Ame muito, mas sem se sentir sugado e explorado. E  que este amor seja verdadeiramente incondicional e maduro – não cobre nem espere retorno, gratidão ou reconhecimento.

- Considere a decisão do perdão, porque mais do que um ato de amor, é uma atitude inteligente, de quem sabe que merece uma vida mais leve, sem o fardo pesado do ressentimento.

- Inclua a Providência Divina em seus pensamentos, palavras e ações. Lembre-se que você não precisa ser apreciado por pessoas, e sim, aprovado por Deus.

- Como disse a sábia Madre Teresa de Calcutá: “Dê ao mundo o melhor de você. Mas isso pode não ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo. Veja você que, no final das contas, é tudo entre VOCÊ e DEUS. Nunca foi entre você e os outros.” (bdci)

Como vê, vale à pena dar um parada e refletir um pouco, para não só fechar o ano bem, como, também, para criar um estado de espírito, em si mesmo e na família que facilite começar o próximo ano com outras perspectivas.

Publicado originalmente em Novaseboas

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sábado, 16 de dezembro de 2017

25 milhões de brasileiros são miseráveis. E ‘só’ está aumentando...

Golpe que se preza tem que ‘mostrar’ seus resultados... E este – em sua natureza ‘essencial’ – é um deles.

A dúvida... Será se quem o apoiou, contra um governo democrático eleito nas urnas, tinha ideia do que estava fazendo, sobretudo porque muitas de suas medidas, entre aspas, atingem um pouco além dos candidatos em potencial à ‘alienação econômica’, ou seja, distribui mais ‘democraticamente seus benefícios’...
“25 milhões de brasileiros são miseráveis
Golpe aumentou esse numero em 53%! Um colosso, Cegonhóloga!
Saiu no IBGE:
- 26% dos jovens entre 16 e 29 anos não trabalha; 
- desses, 79% são pretos ou pardos (coitado do Ali Kamel...); 
- 1/4 dos brasileiros vive com R$ 387 por mês; 
- empregos de carteira assinada estão no menor nível!; 
- dos trabalhadores sem carteira assinada, 22% são pretos e pardos (Ali Kamel, bota fogo no que sobrou daquele livro!);
O Brasil tem a maior concentração de renda do mundo: o 1% mais rico dos jorges lemanns brasileiros é maior do que o de qualquer outro lugar no sistema solar!

A distribuição de renda do Brasil é igual à de Zâmbia e do Lesoto.

É por isso que não pode ter eleição, não é isso, Ministro Dirceu?

Tem que promover a agitação permanente!

Em tempo: sobre a notável Cegonhóloga, recorrer ao imperdível ABC do C Af.


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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Alckmin usou cunhado para receber ‘boa’ propina de empreiteira... Pensou no PT, não foi? Foi o globo...

Notícias de gênero, sobretudo se vinda de quem vem é sempre bem vinda. Não é nova, mas, se ainda não conferiu... Torna-se bem oportuna como ‘traço biográfico’ do dito cujo.

Veja na imagem acima outras manchetes na mídia associada.

É este o santinho, do pau oco, que os coxinhas e paneleiros colocam suas esperanças, entre aspas, e voto, para eleições em 2018 e que anda posando como alternativa, provavelmente para dar continuidade ao “projeto usa/temer” que está aí.

A mídia de sempre vem fazendo o papel dela. É claro! De tratá-los, aos coxinhas e paneleiros, como sempre: como idiotas, como alienados...

E agora? É foi ela quem divulga esta noticiazinha...

Garanto que quando viu um título assim, pensou... É coisa de petistas...

Confessa! 
“Alckmin usou cunhado para receber mais de R$ 10 milhões de empreiteira, dizem delatores
Governador de SP recebeu quantias não declaradas para as campanhas de 2010 e 2014, segundo executivos da Odebrecht. Tucano nega irregularidades; cunhado não foi encontrado.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu mais de R$ 10 milhões da empreiteira Odebrecht em caixa dois para as suas campanhas ao Governo do Estado de 2010 e 2014, segundo a delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com os delatores, o tucano recebeu R$ 2 milhões na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2010 e outros R$ 8,3 milhões quando se reelegeu, em 2014. Os valores não foram declarados na prestação de contas oficial, enviada à Justiça Eleitoral.

Ainda conforme relatado no acordo de delação premiada, parte dos repasses era feita diretamente ao cunhado de Alckmin, o empresário Adhemar Cesar Ribeiro, que é irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. Os valores eram supostamente entregues nas mãos do próprio Adhemar, no escritório que ele mantinha na Avenida Brigadeiro Faria Lima.

Segundo delator Carlos Paschoal, o cunhado de Alckmin era "cuidadoso" e não gostava de tratar dos pagamentos por telefone. As conversas tinham que acontecer pessoalmente. "Nessa época residia numa rua que termina em frente ao escritório dele. Quer dizer, da minha casa até o escritório dele, a pé, eram cinco minutos. Se não tivesse sol forte, dava para ir a pé. Então, não me incomodava", contou.

Alckmin negou as acusações em nota enviada ao Jornal Nacional. “Jamais pedi recursos irregulares em minha vida política, nem autorizei que o fizessem em meu nome. Jamais recebi um centavo ilícito. Da mesma forma, sempre exigi que minhas campanhas fossem feitas dentro da lei”, disse.

Em entrevista concedida durante entrega de obras nas rodovias Cornélio Pires, Antonio Romano Schincariol e Marechal Rondon, nesta quarta, Alckmin disse que prestará todos os esclarecimentos à Justiça. “Houve uma menção e nós vamos prestar todos os esclarecimentos. Todas as nossas campanhas eleitorais foram modestas e rigorosamente dentro da lei", afirmou, segundo a sua assessoria de imprensa.

A reportagem do SPTV procurou Adhemar César Ribeiro, que mora em uma casa no Morumbi, perto do Palácio dos Bandeirantes, mas só encontrou o segurança, que disse que a família toda “foi para a fazenda”.

Segundo delatores, o deputado federal licenciado Rodrigo Garcia (DEM), secretário de Habitação do estado de São Paulo, também é suspeito de usar dinheiro de caixa dois para financiamento de campanha. Garcia disse que jamais recebeu dinheiro não contabilizado.

Além de Alckmin, outros 12 governadores, 24 senadores, 37 deputados, oito ministros e cinco ex-presidentes aparecem entrem os citados pelos executivos da Odebrecht na maior delação da história do pais. Confira a lista com todos os nomes.”

Por G1 São Paulo

Se, ainda, na dúvida, clique no link ao final e veja com seus próprios olhos.

Confira! G1

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Mais uma faceta da “nossa” Globo/JN querida do cotidiano

Como vê, ela sempre esteve do ‘nosso’ lado...

Embora continue posando de outra coisa... Ela não nega fogo e permanece a mesma, inclusive o discurso altamente eficiente para ‘pegar’ os desavisados que, infelizmente, são muitos, o que dá para aferir pelos resultados...

Manifestações/Golpe que o diga!

"Quando você receber seu 13 salário, saiba que ele nasceu de uma greve geral em 1962, Globo foi contra!" E muitos saíram nas ruas contra. Depois depuseram João Goulart.

Com informações de @ConversaAfiada

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

‘... mas se amplia entre os que têm formação superior...’ Pelo visto virou sinônimo de informação e consciência política...

É o que vimos falando aqui reiteradas vezes... A fantasia ou ilusão segundo a qual a formação acadêmica trás por geração espontânea a tal da informação em seu sentido lato, ou extra currículo do próprio curso feito, e não como produto de uma cultura – do latim, culturae, ou seja, cultivar, algo cultivado... – Deliberadamente, é claro.

É um preconceito às avessas, como se diz... O culto que associa algo mais à simples formação superior, quando o seu portador, do diploma, pode não passar de um hipotético bom profissional em sua área específica e um verdadeiro ‘mulo’ no que se refere aos conhecimentos e informações.
(...) A proporção se repete nos cortes de gênero e de idade, mas se amplia entre os que têm ensino superior e, imagina-se, maior grau de informação. Nesse estrato, 48,6% optaram por Doria e 13% por Alckmin, lembrando-se que o governador e ex-candidato é mais conhecido, enquanto Doria adentrou à política nacional há meses.(...)*

É uma conclusão do autor do artigo que divulga uma pesquisa sobre intenção de votos em dois candidatos do psdb.
Só o fato de escolher o tal do Doria como preferencial... Já denota a parca informação sobre o currículo político do dito cujo, que, embora, ‘novo’ na área já tem um “dos bons...”, pra veterano nenhum botar defeito.

É o ‘novo’ que reproduz, com louvor, o que de pior existe nos velhos cacoetes da velha política, que temos um “bom” exemplo no que anda rolando pelo país nesse momento pós-golpe.

*Aqui.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Uma coisa não podemos negar: Coxinha e paneleiro que se preza nunca “nega fogo...” Veja prova!

É, eles sabem muito bem disso, estou falando dos golpistas que agora posam de esclarecidos e, sobretudo de democratas, confiando plenamente em sua consciência... Ops!! Desculpe se ofendi alguém... Na inconsciência ou leseira dos seus manifestantes e eleitores de sempre.

Veja o que diz o multidoutor, o fhc, em encontro de seus pares, psdbistas...

"Eu sei que há classes sociais, há ricos, há pobres. Mas a segurança, a saúde, a educação afetam a todos*. O povo quer melhorar completamente a sua vida. E nós temos que ter palavras diretas para falar ao povo o que nós acreditamos."
Então... Pelo visto ele não gostou dos 70%, segundo pesquisa, que está se lixando para o que ele fala ou pensa...

Sofismar... É só sofismar... Deve ser um cacoete acadêmico, entre aspas...

Valores, princípios... Povo... É isso. Não há como fazer um discursinho político do gênero sem usar esses axiomas batidos e, no caso, sem qualquer consistência.
Veja também: Veja porque ler e se informar um pouco não ocupa espaço na cabeça... Brasil é 2° em "desinformação"
O encontro foi em São Paulo onde o ‘filhinho da mamãe’ – o aecinho – foi vaiado... É, por eles mesmos, e teve que sair pela porta dos fundos. Ele, pelo visto, exagerou na dose... E deu nisso.

As vaias são uma tentativa de mostrar alguma indignação, entre aspas, com o “curricullum” de guerra, velho conhecido do dito cujo, e mandar um recado safado e oportunista para os eventuais ou hipotéticos eleitores, os ditos paneleiros e coxinhas de sempre.

Passando um atestado de sua idoneidade... Política? Existe isso? Então, foi o recado que mandaram...

   *Deve ser um novo conceito sociológico... Pobres e ricos... Têm o mesmo nível de necessidades destas coisas... Hoje, agora... Pelo Brasil afora...

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O golpe (zinho) continua se esmerando em suas ações características (Agora, a liberdade de aceso às informações... Pelos ‘pobres’)

Bem, se você não é pobre... Pode colocar aspas. Pode estar se lixando para ‘coisas’ do gênero, para arbitrariedades como esta que vai conferir abaixo.

É uma reprodução ‘pós-moderna’ do novo golpe, já que os controles do outro, o de 64, ‘mexia’ com outras mídias para cercear o aceso a informação pela população.

Geralmente com ampla conivência destas, das mídias, que, por sinal continuam as mesmas...

Se ainda tem alguma duvida sobre a natureza do golpe e uma de suas caracteristicazinhas, que é o cerceamento da liberdade de informação...
O próximo passo do golpe: tirar a internet dos pobres
Monopolizar informação para moldá-la a sua forma mais conveniente sempre foi estratégia de golpes de Estado.

No Brasil o golpista Temer e sua quadrilha vão além. Já não lhes basta o apoio da Globo e da grande mídia comercial.

Para garantir que o golpe prossiga querem que a informação em tempo real pare de chegar nas mãos dos brasileiros.

Como querem fazer isso?

O plano maquiavélico é permitir que as teles impeçam o acesso da internet aos pobres, uma vez que o serviço passaria a custar tão caro que só a elite conseguirá ter internet rápida, de qualidade e sem bloqueios.

E por que? Ora, porque a internet ajuda a esclarecer a população, a organizar os trabalhadores, a convocar manifestações contra este governo de entreguistas.

A barganha de Temer com as operadoras de telefonia, responsáveis pela venda de pacotes de acesso à internet é claro: elas ganham muito dinheiro e ele bloqueia informação à maioria da população brasileira sobre o que acontece no país em realidade.

Para fazer isso Temer precisa anular um decreto assinado por Dilma Rousseff que proíbe as teles de cobrarem mais dos clientes pelo uso de internet em contratos vigentes.

Precisa alterar o marco civil da internet e sua garantia de universalidade do serviço a todos. Aprovado há 3 anos, ele determina que não deve haver "pedágios" na internet.

Isso quer dizer que nenhuma empresa que vende acesso à internet poderá criar barreiras – sobretudo financeiras – para algum tipo de conteúdo.

Não pode fazer cobrança diferenciada para acesso ao twiter, youtube, ou qualquer aplicativo ou mídia social alegando, por exemplo, razões técnicas como maior necessidade de banda larga.

Não pode inventar fórmulas estapafúrdias como vender acesso aos e-mails e ao whats app mas vetar acesso ao Netflix ou ao Skype.

As teles não podem mas é exatamente isso que estão tramando.

A mudança articulada no governo Temer pretende permitir o bloqueio de acesso a determinados conteúdos ou aplicativos – ao que tudo indica a blogs e sites de notícias independentes e até quem sabe a mídias sociais com alta participação de formadores de opinião.

Querem permitir de vez a venda de pacotes com a diminuição da velocidade de navegação ao longo do mês ou o pagamento extra pelo uso de aplicativos de vídeo que ofereçam filmes em alta definição.

A capacidade dos golpistas de tramar contra os interesses do povo brasileiro não tem fim.

A verdade é que a neutralidade de rede pode estar prestes a ser quebrada no Brasil, após ter sido garantida em lei a todos os brasileiros durante os governos petistas.

Essa é mais uma etapa do golpe dentro do golpe, um retrocesso contra o qual devemos nos organizar para resistir. Nas ruas e praças deste país.


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domingo, 10 de dezembro de 2017

Levedo de cerveja, entre outras coisas, é um poderoso antiestresse

Não há como negar que nos tempos de hoje... Quem não tem estresse? Se pedir para levantar a mão...

Quem não tem, não é verdade?

Os laboratórios se esmeram na busca por aquele antiestresse... E artigos de autoajuda, no bom sentido, existem cada vez mais em revistas e na rede, dando dicas valiosas para ajudar a evitar, senão como administrar o dito cujo.

A dica aqui é usar este velho conhecido, o levedo de cerveja, que, além de inúmeros efeitos benéficos em outras áreas importantes para a saúde, é um poderoso antiestresse.

Ele, ainda, leva a vantagem de ser baratíssimo.

Confira abaixo.
Levedo de cerveja, entre outras coisas, combate o estresse

Um antiestresse fácil, eficiente e, além de tudo, muito barato. Ao lado de outras vantagens mais...

levedo de cerveja é um complemento alimentar, subproduto da fabricação da cerveja, riquíssimo em vitaminas do complexo B e uma grande fonte de proteínas.

levedo tem um efeito depurativo do sangue e contribui no tratamento - e cura – de afecções na pele como acnefurúnculos etc. Ele pode ainda ser utilizado como elemento auxiliar no controle de peso, se consumido meia hora antes das refeições principais, pois, a sua ingestão leva a saciedade, logo, ao menor consumo de alimentos.

E, ao contrário, se consumido próximo das refeições, ele pode ter efeito contrario, o aumento de peso.

Talvez, um benefício mais importante, hoje, seja o combate ao estresse, em função de suas elevadas concentrações de vitaminas do complexo B, quando o efeito é imediato, ocorrendo nos primeiros dias após a sua ingestão, que deve ser regular e diária. A dose recomendada é de até 20 comprimidos por dia, preferencialmente, em 3 vezes.

Existe, também, a opção em pó – que é mais em conta, mais barata – cuja recomendação ou dose você encontra na embalagem.

Publicado originalmente em Novaseboas

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sábado, 9 de dezembro de 2017

Veja porque ler e se informar um pouco não ocupa espaço na cabeça... Brasil é 2° em "desinformação"

Se informar dá uma força... É, dá uma forcinha na percepção, logo, aumentam as chances de maior compreensão, das coisas, daquilo que anda rolando, de fato, no entorno...

Informações estas que vão muito além do mero diletantismo em ‘posar’ de bem informado, já que pode ter à ver, e muito, com a própria vida, qualidade de vida? Isso sem entrar nos méritos ‘dos custos’ para o país em si mesmo, pois costuma gerar ‘coisas’ como o ‘velho voto’... Que dispensa maiores considerações...

Em tempo, não é ‘ignorância’ – como poderíamos dizer – político-social? É bem mais ampla... A ênfase aqui, no “político-social” é feita em função do nosso momento político/histórico... Embora não tenha sido um item especifico considerado na pesquisa. Mas, “só” tem tudo á ver...
Confira dados abaixo:
"Brasil é o 2º país com pior noção da própria realidade
Os brasileiros têm a tendência de perceber um quadro pior do que a realidade ou têm pouca familiaridade com características do seu próprio país. Segundo uma pesquisa realizada em 38 países, os brasileiros só ficam à frente dos sul-africanos em um ranking que mede a percepção equivocada que as pessoas têm da realidade à sua volta.

Elaborado pelo instituto britânico Ipsos Mori, o levantamento confrontou dados oficiais com a percepção que as pessoas têm deles. As perguntas dos entrevistadores incluem temas como taxa de homicídios, criminalidade de estrangeiros, consequências de ataques terroristas, saúde, religião, consumo de álcool, entre outros.

O ranking da pesquisa, chamado Índice de Percepção Equivocada, é liderado por África do Sul, Brasil, Filipinas, Peru e Índia. Já o outro extremo da lista, que mostra os países onde a população mostrou estar atenta à sua realidade é encabeçado por Suécia, Noruega, Dinamarca, Espanha e Montenegro.

A visão brasileira

Quantas garotas de 15 a 19 anos engravidam no Brasil? Os brasileiros acreditam que 48% dão à luz, mas os dados oficiais mostram que são apenas 6,7%. Quando questionados sobre quantos estrangeiros compõem a população carcerária do país, os brasileiros em média disseram acreditar que a taxa chega a 18%, mas o número oficial é 0,4%.

O mesmo se repete com os homicídios. Quando questionados se acreditam que a taxa de homicídios é mais alta no país hoje do que em 2000, 76% afirmaram que sim. Mas, segundo o instituto, a taxa, apesar de alta, é a mesma – cerca de 27 homicídios por cada 100 mil habitantes.

A cada cem mortes de mulheres de 15 a 24 anos, quantas foram causadas por suicídio? Os brasileiros afirmaram que são, em média, 29, mas o número real é 4,3.

Em temas que envolvem economia e status social, os brasileiros também cometeram erros. Segundo a pesquisa, os entrevistados apontaram que 85% das pessoas no país possuem um smartphone, mas a taxa real é 38%. Os brasileiros também superestimam a quantidade de carros registrados por habitante. Segundo os entrevistados, são 68 para cada cem pessoas, mas o dado correto é 40.

Em temas como religião, os entrevistados mostraram subestimar dados. Quando questionados qual é a taxa de pessoas que acreditam em Deus no país, os brasileiros responderam em média 80%, mas pesquisas oficiais mostram que a taxa é 98%.

Mas os brasileiros se saíram bem em relação a países como os Estados Unidos, Suécia, Noruega e Alemanha quando confrontados com a pergunta “algumas vacinas causam autismo?”. Apenas 10% dos brasileiros disseram acreditar nessa correlação equivocada, 35% não souberam respondem e 54% apontaram que tal informação é falsa.

Entre os norte-americanos, por exemplo, 19% disseram acreditar em uma relação entre vacinas e autismo. Entre os suecos, 25% apontaram uma relação de causa e efeito. Os cidadãos de Montenegro e da Índia apareceram como os mais ignorantes: 44% dos entrevistados de cada país afirmaram acreditar na falsa relação.

Influência de informações negativas

Segundo o diretor de pesquisas da Ipsos Mori, Bobby Duffy, existem vários motivos para as pessoas terem uma falsa noção, mas o principal vilão é a tendência de focar demasiadamente em aspectos negativos.

“Nós superestimamos aquilo com que nos preocupamos: quanto mais assistimos a uma cobertura sobre um assunto, mais prevalente acreditamos que ele seja, ainda mais se a abordagem for assustadora e ameaçadora. Nossos cérebros processam informações negativas de um jeito diferente – elas ficam grudadas na gente e passam a afetar como enxergamos a realidade”, disse.

Segundo Duffy, essas percepções equivocadas são preocupantes por causa das suas consequências. No caso da ideia falsa sobre uma relação entre vacinas e autismo, isso pode afetar a saúde das crianças. Mas a pesquisa também mostrou que a população de vários países enxerga incorretamente temas como terrorismo e até mesmo consumo de álcool.

Poucos entrevistados souberam responder corretamente à pergunta “no período de 2002 a 2016, o número de mortes em seu país causadas pelo terrorismo foi mais alto do que aquele de 1985 a 2000?”. Para a maioria dos entrevistados, o número de vítimas em atentados em seus países apenas cresceu. Mas os dados mostram que em muitas dessas nações essa ideia é falsa.

Entre os alemães, por exemplo, 44% acreditam que o número é mais alto, mas os últimos 15 anos registraram menos vítimas alemãs do que o período que incluía parte da década de 1980 e os anos 1990. Em apenas oito dos 38 países – entre eles França e Bélgica – tal percepção do crescimento é validada por dados.

A falta de noção também se repete na forma como as pessoas enxergam outras nações. A Rússia foi apontada pela maioria dos entrevistados dos 38 países como aquele com a população mais beberrona. Só que o país na verdade é o sétimo no ranking de maior consumo per capita de álcool. A lista é liderada pela Bélgica, mas nem mesmo os belgas parecem saber disso – apenas 5% deles indicaram o seu próprio país como o mais beberrão.

(…)

Em DCM

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Como censor... Não se deu bem. Gilmar sofre derrota na Justiça para Paulo Henrique Amorim

“A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”.

Foi o que o Gilmar Mendes ‘ouviu’ depois de mover ação contra o Paulo Henrique Amorim.

Foi a sentença dada pela juíza Indiara Arruda de Almeida Serra, nesta quarta-feira (6), quando cita a Constituição Federal, no artigo 220, que assegura.

Isto além de ter que desembolsar a ‘merreca de 50 mil reais para o dito cujo, a título de indenização, ou 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado da causa.

Veja mais, aqui.

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Moro “pirou” e pede que brasileiros revejam ‘voto em Lula’, pode?

O cara pirou de vez! Acha que a perseguição desenfreada que vem promovendo contra o candidato em potencial à Presidência da República em 2018, atropelando todos os procedimentos legais, atropelando a Justiça, efetivamente, ainda, não foram suficientes para cumprir sua missão delegada por seus patrões, de fato, sediados na ‘matriz’ do golpe, os EUA.

Ao receber um ‘premiozinho’ de um dos ícones da mídia golpista e antinacional, aproveita a oportunidade e faz o seu apelo, bizarro para um cara que, hipoteticamente, estaria em suas funções, logo impedido de emitir opiniões políticas do gênero, sobretudo se está tão envolvido com o alvo de suas ‘preleções eleitoreiras’, diríamos assim.

Deve estar apelando para o ‘restante’ de seus fãs, antes que sua rejeição aferida por institutos de pesquisa cresça ainda mais.
Moro pede que brasileiros revejam em quem vão votar em 2018
Ao receber o prêmio de "Brasileiro do ano" de 2017, da revista IstoÉ, o juiz federal Sérgio Moro mostrou que quer dar pitacos nos votos dos cidadãos; em discurso na premiação, Moro afirmou: "E m 2018, devemos rever em quem vamos votar. Isso será um ponto decisivo na mudança do nosso País”, afirmou.

Responsável pela Lava Jato em primeira instância, o juiz federal Sérgio Moro recebeu na noite de terça o prêmio de Brasileiro do Ano 2017 pelo seu trabalho à frente da operação.

Em discurso, Moro mostrou seguiu a cartilha de seus colegas de Lava Jato e tentou interferir no processo eleitoral. 

"Em 2018, devemos rever em quem vamos votar. Isso será um ponto decisivo na mudança do nosso País”, afirmou.

Mensagem parece ter sido um recado aos eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder absoluto em todos os cenários de intenção de voto, mas condenado por Moro em uma decisão que rendeu críticas de mais de uma centena de juristas. 


Em 247

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O esdruxulismo do dito pobre de direita...


Gilson Norberto 
O pior prefeito que SP já teve,trata os cidadãos da periferia como se fosse servisais de zenzalas, só tem olhos para a nobreza Paulistana.*

O comentário acima em artigo sobre a avaliação negativa do prefeito de São Paulo ilustra muito bem a motivação aparentemente sem sentido, que leva o pobre a votar em rico, entre aspas, ou o fenômeno mais esdrúxulo que é o pobre de direita.

É que o “universo do ‘rico’”, é a referência fundamental de valor para o ‘pobre’, que deve ‘fazer as leituras’ mais descabidas sobre sua hipotética desnecessariedade de roubar, além de sua presumida maior habilidade para fazer as coisas... Sendo que pessoas mais próximas de sua condição, pelo menos hipoteticamente, não as teria... Como de resto, por analogia, ele próprio, embora não tenha lá a noção, como se diz, ou consciência clara de sua hipotética incapacidade e/ou daquela de seu ‘pares’.

No mais, a mídia usual se encarrega de fazer o resto... Aliado as formulações de campanha feitas pelos teóricos/formuladores da propaganda eleitoral, que sabem muito bem disso e, sobretudo como explorar este quadro bizarro.

A superação dessa situação bizarra é uma ‘coisa’ altamente desejável, e, a bem da verdade, já se vê Brasil a fora. O que é um sinal evidente de que há esperança, no sentido prático (???), de que podemos mudar.

Aumento da percepção... Aumento da informação... Com a palavra os estudiosos da área...

*aqui.

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Quem é quem na bancada evangélica, entre aspas, com este poder de fogo no Congresso Nacional

O conservadorismo, ou melhor dizendo, o retrogradismo militante, que parece vir pautando decisões importantes no Congresso Nacional, sobretudo no pós-golpe, e é fato que capitaneado por hostes religiosas, notadamente da bancada evangélica. Pelo menos é assim que vem ficando mais evidente.

Entretanto, nessa entrevista abaixo com a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria das Dores Campos Machado, especialista em sociologia da religião, você vai conferir que eles, o evangélicos, são apenas os mais “aparecidos”, já que outras ‘cores religiosas’ fazem coro com as demandas e, ao que tudo indica, são majoritárias, embora insistam em permanecer ocultas. Pelo menos para a mídia usual ou ela, a mídia, prefere fazer ‘onda’ com o etilo mais agressivo dos evangélicos.
Bolsonaro, cuidando dos votos
Esta ‘bancada religiosa’ fechada com o golpe – lembra-se do Cunha? – e fechada na linha de frente com os retrocessos que o interino vem tentando promover na legislação do país, notadamente na área previdenciária e trabalhista.

As vitórias no campo moral e social são uma bandeira cara a esses segmentos que atuam no contexto de exceção, de atentado as liberdades individuais e a preceitos Constitucionais.
O grave é que, ainda, não pararam com seu retrogradismo moral e cívico e a continuar esta situação de exceção, de atentado à democracia de fato em todas as suas instâncias, “muita coisa descerá pelo ralo”.

Isso para ficarmos apenas nestes aspectos, sem entrarmos no mérito dos retrocessos para o Brasil como um todo – econômico e patrimonial, digamos assim – já que o golpe foi feito com este propósito e está aí seguindo o script.
“Os parlamentares religiosos tendem a ser mais conservadores do que a população evangélica”
Para especialista em sociologia da religião, as vitórias no campo moral conseguidas pelos evangélicos se devem a alianças com católicos e espíritas.

Nos últimos anos, a atuação da bancada evangélica na Câmara dos Deputados tem se mostrado com bastante força no noticiário nacional. Eles conseguiram avançar em propostas mais conservadoras, como a retirada da palavra "gênero" no Plano Nacional de Educação, realizaram audiências e comissões para tentar barrar qualquer direito da comunidade LGBT e das mulheres. Mas, para a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria das Dores Campos Machado, especialista em sociologia da religião, o grupo parece ter mais força do que realmente tem. Segundo ela, as vitórias dos religiosos se devem a alianças feitas com parlamentares católicos e espíritas.
Pergunta. Qual o peso da bancada evangélica no Congresso?
Resposta. A primeira coisa a dizer é que quando você entra no site da Frente Parlamentar Evangélica você vê 193 nomes. Mas ali tem o nome de todo mundo que assinou para se criar a Frente Parlamentar Evangélica. Tem vários católicos, por exemplo. Os evangélicos assinam também para outros, como a Frente Parlamentar Católica, a da Segurança Pública etc. Para o público em geral aparece como se eles tivessem um peso muito grande, mas eles não têm. Os evangélicos são hoje 16% do Congresso, mas aparecem com essa força toda porque são muito articulados e assertivos, têm uma postura muito beligerante e fazem aliança com vários segmentos que também são conservadores, o que fez com que eles, nos últimos anos, se fortalecessem. Principalmente depois que o Marcos Feliciano foi para a presidência da Comissão de Direitos Humanos, e o Eduardo Cunha para a presidência da Câmara.
P. É por causa das parcerias que eles conseguem pautar seus temas de interesse?
R. Quando eles se unem com os católicos e com os espíritas aí eles conseguem barrar pautas que atrapalham as demandas do movimento feminista e LGBT. O conservadorismo moral que tem dentro do Congresso Nacional se deve às articulações de diversos grupos religiosos. Os evangélicos têm aparecido como mais visíveis apenas porque eles se colocam claramente como evangélicos. Os católicos não fazem isso. Mas existem muito mais parlamentares católicos do que evangélicos.
P. Por que os católicos não se colocam como católicos?
R. A grande diferença é que entre os católicos o números de sacerdotes é muito pequeno no Congresso. No caso dos pastores, eles são muito mais representados. No caso dos evangélicos você tem um grande contingente de parlamentares que são autoridades religiosas e essas pessoas tendem a ser mais conservadoras do que a população evangélica fora do Congresso. As pesquisas têm indicado uma certa cristalização do conservadorismo daqueles que estão no parlamento. É como se eles ali tivessem que aproveitar o nicho conservador para maximizar o seu capital político. Aqueles políticos que estão no Congresso Nacional são, inclusive, mais conservadores do que os pastores de igreja que estão fora do Congresso.
P. Por que a religião evangélica cresceu tanto, especialmente entre os mais pobres?
R. Temos um país com uma desigualdade econômica imensa e pouquíssima presença do Estado nas periferias urbanas, onde os serviços públicos são extremamente deficitários. Especialmente na questão de saúde e de assistência social. É uma população extremamente carente de bens materiais e equipamentos urbanos e não tem para onde recorrer em caso de dificuldades. Você vê no Rio de Janeiro, por exemplo, que é uma cidade extremamente violenta: no momento de um tiroteio o que está aberto para a população é a porta das igrejas pentecostais. Eles oferecem um espaço público, de acolhimento, que vai, de uma certa maneira, preencher um vazio deixado pelo Estado. A igreja católica quando muito tem uma porta na sacristia aberta. As portas abertas são as da Universal, da Assembleia de Deus. É nesses lugares que a população carente encontra alguma acolhida e alguma possibilidade de construir uma rede social. Essas igrejas atraem principalmente mulheres, que estão ou na frente de chefia de família, ou que têm casos de banditismo ou alcoolismo dentro da família. Não têm espaço onde possam falar dos seus problemas e ser acolhidas e encaminhadas por um serviço de apoio e de assistência social.
P. A promessa de resolução de problemas é um fator de atração também?
R. Muito grande. Isso é poderosíssimo. Há a televisão como o fator de divulgação dessas promessas, com programas que trazem testemunhos de pessoas que conseguiram resolver os seus problemas, que falam de experiências de extrema adversidade ou de violência doméstica, doença. O tema da saúde é algo muito frequente. E, ao mesmo tempo, os cultos também têm efeitos terapêuticos. O culto da Universal, por exemplo, tem a música, a dança, a palma, o que faz as pessoas botarem para fora uma energia que está acumulada. Depois de duas horas de culto ela começa a se sentir melhor. As igrejas pentecostais trabalham muito elementos simbólicos e mágicos: uma lâmpada que eles pedem para o fiel levar e ser benzida para colocar no teto de casa e iluminar a família inteira. Gera uma expectativa. As mulheres também são muito estimuladas a sair do choro e da reclamação. Elas são estimuladas a entrar para o mercado informal de trabalho. Até porque os pastores querem o dízimo, então eles querem que as pessoas tenham uma forma de ganhar alguma coisa. Acaba gerando nelas um sentimento de certo empoderamento.
P. A linguagem dos pastores também é um atrativo?
R. Isso é uma outra questão interessante: os fiéis veem no púlpito uma pessoa muito parecida com ela mesma. Você tem pretos e pardos também no púlpito, que é uma coisa que não há na igreja católica. Temos pouquíssimos sacerdotes negros na igreja católica. No caso dos pentecostais há uma identificação por classe, muitas vezes por etnia. E o tipo de oratória é muito próximo desta camada social.
P. E por que as lideranças se interessaram por entrar na política?
R. Há uma articulação de interesses. Estar na política permite aos diferentes segmentos sociais uma série de prerrogativas. Abre porta para uma série de coisas. A primeira delas é a proteção. A ideia deles é que eles precisariam estar presentes na esfera da política para serem ouvidos e respeitados e buscarem uma certa legitimidade. A capacidade de influenciar na sociedade aumenta muito quando se está na política e quem está na política consegue ter acesso a uma série de parcerias com o Estado. Consegue concessão de rádio, de televisão, na área da ação social.
P. E como se deu esse grande crescimento no número de parlamentares?
R. Desde os anos 80, principalmente com a Constituinte, vem crescendo. Em 86 eles eram quase 4%. Agora são 16%. Essa mudança começa na década de 80 e um dos fatores disso é que com o fim da ditadura muitos atores vieram para a esfera pública: minorias como o feminismo, grupos LGBT e os próprios pentecostais. Eles começam também a se organizar e a querer participar dessa nação enquanto cidadãos. A Universal criou já no inicio dos anos 90 uma estrutura para distribuir as candidaturas, por bairros. Os candidatos não competem nos mesmos bairros. Eles foram criando uma forma de fazer política que foi atuando quase como um partido. Era uma estratégia muito ousada, que começou a ser adotada por diferentes grupos religiosos que competem entre si.
P. A competição entre os grupos é muito grande?
R. Muito grande. Eles se unem em alguns momentos, mas competem entre si de forma muito intensa. O que dificulta, por exemplo, a união nos momentos de campanhas majoritárias, como é a para a presidência da República.
P. Por isso não lançam um candidato único?
R. As alianças vão ser com diferentes grupos para garantir o seu quinhão. Neste sentido há um pragmatismo muito grande neste grupo que se alinha com o pragmatismo das lideranças partidárias. Elas querem votos, então levam o pastor para se candidatar dentro da sua sigla. Os partidos se abriram para esses grupos religiosos, atraíram essas figuras. Os pentecostais não entraram na política sem serem convidados. Foram estimulados pelos partidos, porque eles têm as igrejas abertas, gente para fazer propaganda. Locais para o candidato encontrar milhares de pessoas para ouvi-los. Esses candidatos vão para os cultos, se apresentam em um cenário onde não existem mais comícios. A redemocratização e os interesses dos partidos em ter acesso às camadas populares abriram as portas ou fizeram com que fosse possível que estes grupos entrassem para a cena política. O que expressa uma certa democratização da política brasileira. Não é de todo mal. Existem novas lideranças, mas que não foram formadas nas passeatas, nos movimentos sindicais ou no movimento estudantil. Foram formadas dentro das igrejas.
P. No campo nacional eles se alinharam ao PT, partido muito diferente ideologicamente, nas últimas eleições. Por que?
R. Eles foram apoiar o Lula em função do que tinha no momento. Antes de Lula era o Fernando Henrique Cardoso. As análises mostram que durante o Governo FHC houve um certo investimento da Receita Federal em esclarecer algumas coisas da Universal e isso fez com que houvesse um certo deslocamento da igreja em favor do PT. As outras também se aproximaram muito em função do discurso da ética que o PT tinha no inicio dos anos 2000. Essa guinada para o PT abriu as portas para o partido de uma série de pobres das periferias urbanas das grandes cidades. Para o PT isso foi muito importante. Mas os pentecostais tem uma visão da esquerda muito negativa. E o Lula ao mesmo tempo que tinha alianças com os pentecostais tinha com feministas e LGBT. Da mesma maneira que ele conseguiu fazer com que avançassem muito várias bandeiras feministas, com audiências publicas para discutir aborto, o Programa Nacional de Combate à Homofobia, as conferências nacionais do grupo LGBT, isso gerou uma insatisfação muito grande e os pentecostais vão se afastando de Lula. É um afastamento gradativo que se apresenta de uma forma mais forte em 2014.
P. É possível um candidato majoritário se eleger sem o apoio dos religiosos ou evangélicos?
R. Hoje eles têm um número muito grande na sociedade e algum apoio de evangélicos o candidato tem que ter. Agora, construir consenso neste campo é muito difícil.  Eles se dividem e apoiam diferentes pessoas. Na próxima eleição eles devem se dividir entre Bolsonaro, Marina e Alckmin.
Em El Pais - Talita Bedinelli - São Paulo 

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