domingo, 23 de julho de 2017

10 estratégias – muito eficientes – de manipulação da mídia, segundo Noam Chomsky


O Chomsky dispensa maiores apresentações. Vimos publicando aqui artigos e entrevistas suas, sobretudo sobre a mídia e seu poder ou capacidade para promover a alienação – senão imbecilidade – da população.

É linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Nestes dez tópicos ele analisa as estratégias, extremamente eficientes, diga-se de passagem, de manipulação dos corações e mentes da população, mecanismos estes que, ao contrário do que muitos possam acreditar, não escolhe classe social e nem nível de escolaridade formal para funcionar. E muito bem!
“10 estratégias de manipulação da mídia - Noam Chomsky
As grandes estratégias da manipulação mediática por Noam Chomsky

 1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

 2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado "problema-ração-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

 3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez


Veja também:

- O golpe no contexto do neoliberalismo internacional

- A era da ignorância – ‘A estupidez é a maior das forças históricas’

- O apresentador de telejornal dos Hommer Simpsons da vida, segundo Chomisky

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

  5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Aí alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

 6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...

 7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

 8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

  9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

 10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.


Fonte: http://www.fndc.org.br

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sábado, 22 de julho de 2017

O golpe no contexto do neoliberalismo internacional


Golpe como este recente por aqui, nada mais é do que um item do programa neoliberal internacional de reduzir a coisa publica ao “mínimo burocrático”, tanto como patrimônio, assim como a capacidade de gestão e atuação/interferência na economia e destinos do país, delegando a iniciativa/ação, assim como a posse das riquezas ao mercado.

Delegando à iniciativa privada – esta sem nacionalidade especifica – já que o objetivo, pelo menos em tese, é submeter todos os países.

Funciona muito bem em países onde existe uma classe dominante, entre aspas, que se sente, quem sabe, internacional, aliada a capacidade prodigiosa e ilimitada da direita, via mídia, de produzir imbecis (citação atribuída a Bakunin).

Imbecis estes que vão as ruas e exigem a entrega do país... Lutando contra os seus próprios interesses, agora e no futuro. 

Quando ‘a coisa’ pegar... Vão arrumar um bode expiatório, já que, com certeza, a mídia de sempre vai dar-­lhes um. De preferência, o “inimigo” vencido. Simples assim!

Veja o que diz em entrevista o ativista Noam Chomsky:
Chomsky: "Os EUA correm para o abismo enquanto o mundo tenta fazer algo para evitar a destruição da vida humana"
"Nós estamos indo na direção de um penhasco e o pior penhasco para o qual estamos nos encaminhando é símbolo dos  sistemas de mercado, " observa Noam Chomsky durante a entrevista que concedeu ao jornalista Chris Hedges, do programa On Contact,  na sua sala do MIT – o Massachussets Institute of Tecnology - onde ele, aos 88 anos de idade, continua dando aulas como professor emérito. Os dois rastrearam a história do neoliberalismo que vem sendo aplicado desde as suas origens, na década de 1970, tanto à esquerda como à direita, até a atual era de Donald Trump.

"A mudança para o neoliberalismo fez com que as decisões da arena pública fossem transferidas para o mercado,", disse Chomsky, cujo livro com o título Requiem for the American Dream foi lançado no início deste ano. "É uma ideologia que afirma expandir a liberdade quando de fato aumenta a tirania".

“O interesse do capital e, especificamente, das corporações transnacionais e das instituições financeiras criou uma redução democrática e uma estagnação ou declínio dos salários para a maioria das populações", analisa o filósofo e linguista, que defende uma melhor distribuição salarial.

Do Russia Today, em Caros Amigos

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