quarta-feira, 18 de abril de 2018

O Aécio é réu... E daí? Bela oportunidade para limpar sua barra

Então, o jogo de cena continua...

O Aécio é réu...

É isso, um reuzinho chinfrim que visa dar uma repaginada na cara da justiça, notadamente o stf, que agora tenta passar uma imagem de justiça idônea, mesmo, para os desavisados de sempre.

Depois de livrar a cara do dito cujo em situações mais graves antes, veja aqui, agora joga pra plateia, também para dar um reforço na justiça, entre aspas, que fizeram com o Lula.

É isso mesmo, tem gente que, com certeza, vai cair na conversa. Quem sabe o aecinho sai ‘lavado’ desta... O que pode vir a ser um belo serviço para dar um trato na ‘cara eleitoral’, digamos assim, sua e a de seu partido, o psdb.

Claro, depois do 'trato na cara' do stf-justiça!

Veja o que disse o candidato do psdb, à FolhaPress, já faturando com o “pseudo julgamento” : “(...) Geraldo Alckmin, lamentou nesta terça-feira (17) a situação de seu companheiro de partido Aécio Neves, que se tornou réu, mas ressaltou que a lei no país deve ser para todos. (...)”.

Prova que confia que seu eleitor fiel – nem o potencial – não sabe das suas... Ele se excluiu peremptoriamente, como se diz.
   “Por unanimidade, STF aceita denúncia e Aécio Neves vira réu
Ministros acolheram por 5 a 0 denúncia de corrupção; Moraes não acatou crime de obstrução de justiça.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. As acusações fazem parte de um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Com a decisão, o senador se torna réu no processo.

A decisão foi tomada com base no voto do ministro Marco Aurélio, relator do caso. Para o ministro, o fato de o senador ter sido gravado por Joesley e citar que tentaria influi na nomeação de delegados da Polícia Federal mostra indício dos crimes que teriam sido praticados por ele.

Também são alvos da mesma denúncia e também se tornarão réus a irmã do senador Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva.

Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio pediu a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot.

A obstrução ocorreu de “diversas formas”, segundo a PGR, como por meio de pressões sobre o governo e a Polícia Federal para escolher os delegados que conduziriam os inquéritos da Lava Jato e também de ações vinculadas à atividade parlamentar, a exemplo de interferência para a aprovação do Projeto de Lei de Abuso de Autoridade (PLS 85/2017) e da anistia para crime de caixa dois.

No início da sessão, o advogado Alberto Toron, que representa o senador Aécio Neves afirmou que o valor era fruto de um empréstimo e que o simples fato de ele possuir mandato no Senado não o impede de pedir dinheiro a empresários.


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segunda-feira, 16 de abril de 2018

“Brasil não existe mais internacionalmente”... Então, quem apoiou, comemora!

Claro, existir pressupõe independência, mesmo, e autonomia em todos os aspectos, sobretudo político-econômicos, mas com a promoção, entre aspas, à neo-colônia promovida pelo golpezinho chinfrim, que chegou como se não quisesse nada, ou para melhorar as coisas, como “avaliaram”, todos apoiadores e manifestantes, não adjetiváveis, deu nisso.

Colônia não existe em si mesma, é um mero apêndice da metrópole.

        “Brasil não existe mais internacionalmente”, diz historiador francês. Por Willy Delvalle

Um país que não perdeu a relevância, mas a existência internacional. Para Jean-Jackues Kourliandsky, 70, foi isso que aconteceu com o Brasil. O historiador aponta além da ruptura da política externa, o agravamento da crise interna, com mais desemprego, violência e à beira de ser comandado pela extrema direita. segundo ele, o cenário atual era inimaginável dois anos atrás, mas é um produto da campanha midiática contra a política e de uma justiça que funciona a duas velocidades, lenta demais com as lideranças de direita; e muito rápida e severa com a esquerda. A prisão de Lula, afirma, é parte fundamental dese processo.

A judicialização da política, aponta, é o nova tática da direita para tomar o poder, não só no Brasil, mas em diversos países do mundo. Pesquisador no IRIS (Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas) e responsável pelo Observatório da América Latina da Fundação Jean-Jaurès, financiada em grande parte pelo Estado francês, ele me recebe na fundação política, de corrente socialista, localizada no bairro de Pigalle, em Paris, um lugar cheio de crianças, adolescentes, turistas, artistas, e onde fica o Moulin Rouge. O que é fundamental para a esquerda na “democracia de exceção” que se tornou o Brasil? Ele responde nessa entrevista.

DCM – Por que você se interessou em estudar o Brasil e a América Latina ao longo de sua vida?

Jean-Jacques Kourliandsky –Ele veio pela Espanha. Eu nasci no sudoeste da França, perto da fronteira espanhola. Então eu e meus amigos da faculdade íamos com frequência à Espanha para festejar. Nessas ocasiões, eu encontrava uruguaios, refugiados, que me procuravam. Eles sabiam que naquele momento eu trabalhava em Paris. Eles queriam a minha ajuda para constituir um comitê de apoio para libertar o general Liber Seregni, que foi o primeiro presidente da Frente Ampla do Uruguai. Naquela época, nos anos 1979, 1980, os estrangeiros não podiam presidir ONGs. Eles precisavam de alguém um pouco idiota (risos), que não conhecesse bem o Uruguai, para presidir esse comitê.

Foi o que eu fiz, por dois ou três anos. Progressivamente, eu saí da minha inocência. Eu pesquisei sobre o Uruguai, estudei. Comecei a escrever. A partir desse momento, além do Uruguai, fui à Argentina, ao Paraguai, ao Brasil, ao Chile. Praticamente todo ano, passei cinco ou seis semanas em um país diferente. Eu tenho uma formação universitária, mas nesse caso, me formei um pouco como um jornalista, um autodidata. Tentei ter um conhecimento pessoal, sem ter apoio um apoio específico. Como eu não tinha os meios financeiros para conhecer a América Latina, eu busquei a mídia, o IRIS, para fazer pesquisa, para poder pagar parte dessas viagens. Então, ao longo dos anos, fui umas vinte vezes ao Brasil, à Argentina, ao México, à Colômbia…

Por que você diz que eles precisavam de um “idiota” para presidir a Comissão?

Na Frente Ampla, há mais de 20 partidos diferentes. Eles têm um modo de funcionamento particular. Eles conseguem chegar a um consenso. Mas antes do consenso, tem muita disputa. Então, não era para os franceses se misturarem a essas disputas. Era necessário um francês que nao soubesse de nada (risos).

Por que o Brasil é um país decisivo, segundo a Fundação Jean-Jaurès

Continue lendo, aqui.

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domingo, 15 de abril de 2018

O papel fundamental da mídia na campanha de bolsonaro... Boi de piranha?

A velha máxima popular: “Falem mal mais falem de mim”, se aplica muito bem neste caso, do ‘radicalzinho sob encomenda’, que a mídia de sempre adora falar mal, entre aspas, seguindo o “script” que funciona...

Tem eleitor que gosta destas excentricidades. Estamos nos referindo ao eleitor que não tem a mínima noção que votando em coisas assim está votando contra si mesmo, contra seus direitos, inclusive aqueles que já têm, que está usufruindo, e sem qualquer noção de que pode, que vai perder caso o dito cujo seja eleito. Isto para ficar só no ‘benefício direto’.

Uma ideia recorrente é que voto em coisas do gênero seriam de pessoas iletradas, não cultas, com baixo nível de escolaridade... Pelo menos não é o que mostra o DataFolha em pesquisa, que indica ser formado por jovens a maior parte dos votos no dito cujo: 60%.

Estas bravatas que a mídia (associada) gosta de manchetar... São um prato cheio nos corações e mentes desavisadas de muitos. Ele não esconde, pois sabe que é assim que a “coisa" funciona. Arrota as bravatas, os absurdos que parecem certos, justos, aos olhos e ouvidos incautos de tantos eleitores. Ele se coloca como se estivesse acima do cenário político convencional e posa como salvador da pátria.

A mídia de sempre desempenha muito bem o seu papel. Ser radical é virtude preciosa, sobretudo neste concerto caótico em que estamos vivendo no momento político.

Temos um exemplo “cuspido e escarrado” como se diz, nos EUA, e o pior, com poder “para chutar baldes” além-fronteira. 

Entretanto, outra variante na estória local é lançá-lo como boi de piranha, enquanto o verdadeiro candidato da direita, o ícone do fascismo local, corre por fora e no momento exato fará sua estreia triunfal. Quem seria? Então, é o “santo do pau oco” denominado alquimin...
Confira: FAS.CIS.MO. Com um cenário assim, será se precisamos visitar o dicionário?
Até arranjos jurídicos, digamos assim, sobre suas falcatruas e ilegalidades com a coisa pública, que até as pedras já sabem, estão sendo feitos para alisar a sua estreia em alto estilo.
Como lidar com um Trump brasileiro
Tratar candidatos radicais como escândalo durante a campanha só os fortalecerá
Quatorze países latino-americanos terão eleições presidenciais em 2018 e 2019. Na maioria deles, há uma ampla rejeição à elite política. No México, por exemplo, apenas 2% dos eleitores confiam em partidos políticos e só 4% acreditam que o país está no rumo certo. Em quase toda a América Latina ocorre algo similar.

Devido ao baixo crescimento econômico e à desconfiança na classe política — e na própria democracia —, o próximo ciclo eleitoral na região deverá trazer profundas mudanças. Embora isso não seja negativo per se — de fato, as elites políticas precisam ser renovadas urgentemente —, há um risco enorme de que o atual descontentamento generalizado levo ao surgimento de salvadores da pátria no continente, os quais têm maior tendências autoritárias e menor apreço aos chamados freios e contrapesos, pilares de qualquer sistema democrático.

No Brasil, a confiança dos eleitores na classe política também é baixíssima. Não surpreende, portanto, que recentes pesquisas sobre intenção de voto para a disputa presidencial de 2018 mostrem o deputado Jair Bolsonaroem segundo lugar. O capitão da reserva do Exército apresenta propostas de extrema direita semelhantes às do presidente filipino Rodrigo Duterte, líder de um governo globalmente criticado pela sistemática violação dos direitos humanos. Muitos ainda esperam que o deputado carioca se autodestrua nos próximos meses em virtude de suas polêmicas afirmações. Considerando o resultado da eleição presidencial dos EUA de 2016 e em vários países europeus ao longo dos últimos anos, essa expectativa parece perigosamente ingênua.

Candidatos como Trump adotam a estratégia de escandalizar, de maneira sistemática, para crescer nas pesquisas de opinião e definir a pauta do debate público. Muitas de suas declarações têm como objetivo gerar rejeição e estigmatização pelo establishment político. Como afirma um memorando interno do partido da extrema direita “Alternativa para a Alemanha” (AfD) — que teve seu melhor resultado histórico nas eleições parlamentares no mês passado, "quanto mais eles tentam estigmatizar o AfD por causa de palavras provocativas ou ações, melhor para o perfil do AfD. Ninguém dá ao AfD mais credibilidade do que nossos adversários políticos." Trump e o AfD foram politicamente incorretos de propósito e, tanto nos EUA quanto na Alemanha, a imprensa e a elite política erraram ao fazer da ameaça extremista o tema central da campanha. Como Thorsten Benner, um dos principais analistas alemães, afirma em recente artigo na Foreign Affairs, “esse foco [no AfD] impediu que partidos tradicionais envolvessem os eleitores no debate sobre as demais questões com as quais eles [eleitores] se preocupam profundamente, desde previdência e educação públicas até a crise nos asilos alemães, e apresentassem uma visão para a transformação da Alemanha na era digital.”

Cabe, portanto, criticar afirmações absurdas, mas sem dar destaque a provocações nas manchetes dos jornais. Elas, tampouco, precisam dominar as timelines das redes sociais. Compartilhar um post crítico de um candidato extremista pode, ao contrário do que se espera, beneficiá-lo. Ademais, com isso, pode-se estar reduzindo o espaço para as ideias de outros candidatos.

Nos debates durante a campanha — na TV, em universidades, em comícios etc. —, a presença de candidatos espalhafatosos requer perguntas objetivas sobre propostas concretas, como políticas públicas para economia, educação, saúde e segurança — temas para os quais eles normalmente não têm respostas convincentes. Em vez de rotulá-los e isolá-los, assim dando a esses radicais tratamento especial que desejam, é preciso haver diálogo para demonstrar as fragilidades de suas candidaturas.

Fazer abaixo-assinados de intelectuais contra Bolsonaro, como ocorreu recentemente para tentar impedir a palestra do presidenciável na Universidade George Washington, tem o mesmo efeito que sanções econômicas dos Estados Unidos contra o regime de Maduro na Venezuela: ajudam sua causa e mobilizam sua base. Argumenta Benner, no mesmo artigo, sobre a entrada do partido extremista no parlamento alemão: “Nos próximos meses, partidos políticos, os meios de comunicação e as organizações não governamentais não devem procurar apresentar uma frente unida contra o AfD. Fazê-lo só fortalece o argumento do AfD de que [ele] seja a única alternativa a um establishmentmonolítico.”

Muitos votaram em Trump, no AfD e em outros partidos extremos não porque acreditam em suas teses, mas porque rejeitaram todas as alternativas. No Brasil, muitos apoiam Bolsonaro porque perderam a esperança no sistema político. No caso da Alemanha, 85% dos eleitores da AfD disseram que o voto no partido era uma expressão de desapontamento com as elites políticas e o único veículo com o qual poderiam expressar seu protesto, de acordo com pesquisa do Infratest Dimap. Em vez de apenas atacar os extremistas por suas bravatas durante toda a campanha — como aconteceu na Alemanha e nos EUA —, é preciso enfrentá-los onde eles mostram suas maiores fraquezas: no campo das ideias e propostas concretas.


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sábado, 14 de abril de 2018

Só pra lembrar... Carnaval Lula x Temer. Seria apenas uma questão de estilo?

Só pra lembrar... Seria apenas uma questão de estilo?

O do Lula:
O do Temer:

(...) A comitiva da família Temer deve ter em torno de 65 pessoas. No grupo estão seguranças, médicos, enfermeiros, cerimonial, imprensa e ecônomos, que é um funcionário que administra as despesas e as necessidades dos viajantes. Além disso, a família Temer deve levar camareiras, cozinheiros e ajudantes que cuidem da casa. (...)

(...) Sem revelar o valor da viagem de Temer, um auxiliar afirmou que uma viagem presidencial deste porte não sai por menos do que R$ 120 mil. Esse custo estimado não leva em conta as diárias com hospedagem.

No protocolo de segurança há ainda a previsão de contratação de linhas de internet adicional para garantir a comunicação do presidente. 

Há ainda a previsão de deixar uma equipe à disposição do presidente para qualquer eventual necessidade. Faz parte deste efetivo: bombeiros, médicos, ambulâncias e batedores, que ficam de sobreaviso no feriado. (...)

Se quiser mais detalhes, no Estadão, aqui, à época. 
          
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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Público! Alteração etimológica por aqui. Via golpe...

Público... O que seria isso, mesmo?

Conforme a etimologia, no latim vulgar hispânico do século X, é tudo aquilo que estava ao alcance do povo (populus) era populicus, ou seja, público. Trocando em miúdos: Relativo, pertencente ou destinado ao povo, à coletividade.

Então, estamos em um momento político/histórico onde o conceito está sendo meio que revisto por aqui, digamos assim.

Público pode referir-se a:

·      Espectador — audiência de um evento
·      Bem público (economia) — bem não-rival e não-exclusivo
·      Domínio público — conjunto de obras culturais de livre uso comercial
·      Espaço público — espaço de uso comum e posse coletiva
·      Setor público — parte do Estado que lida com a produção, entrega e distribuição de bens e serviços
·      Serviço público — conjunto de atividades e serviços ligadas à administração estatal.

Fonte: Wikipédia

Pelo visto, dentre tantos significados de “Público” acima, sobretudo diante das realizações, entre aspas, do ‘empreendimento’ que tem à frente o interino, a opção que talvez mais defina o brasileiro neste momento histórico, que ameaça ser único, é o primeiro, o de Espectador.

E isso! Já que está vendo “suas coisas” como cidadão se esvaindo por entre os dedos e continua tranquilamente assistindo ao jornal nacional.

Quem acha que gosta e/ou que concorda com o ‘bota fora’ generalizado – com exceção dos mentores e “donos” do processo – nem desconfia, mas está fazendo um belo papel de “mané histórico”, e se sobrou alguma coisa ‘na mulera’, como se diz, talvez perceba e caia na real algum dia, embora, como diria o Oscar Wilde: “Os loucos as vez se curam, os imbecis nunca”.  

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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Vai fazer falta pra muita gente. O SUS está indo...

O detalhe é que a coisa vem sendo feita ‘a toque de caixa’, ou seja, todo o desmantelamento do Estado como uma ‘coisa pública, e sua colocação única e exclusiva a serviço das empresas, notadamente as avalistas mor do golpe, as multinacionais, expressãozinha velha, não? Mas que nunca perdeu eficiência... Pode apostar.

É que o tempo do interino, o pau mandado oficioso, já está indo e apesar de tudo que vem sendo feito, as eleições ainda são uma incógnita, daí a urgência em garantir o máximo de privilégios aos financiadores, locais e externos, do golpezinho que muita gente que se acha boa, bem informada, apoiou e apoia.

A rebordosa, ou os efeitos não desejáveis do golpezinho, já está chegando na vida e cotidiano de muita gente, inclusive dos apoiadores de tudo que está aí, é claro, e que ainda vemos arrotar algo que devem considerar como boa informação/consciência política... Ou coisa que o valha. Quando o melhor, mesmo, é ficar calado para tentar preservar um mínimo da relação.

Mas, o fato é que o SUS é a bola de vez. Muitos que andaram posando de classe média, entre aspas, e desfilando nas manifestações pró-golpe podem se ressentir com a nova iniciativa dos golpistas, digamos assim, o que, a bem da verdade, estava mais do que previsto.
"Fórum de empresas de planos de Saúde propõe o fim do direto à saúde do brasileiro
Aconteceu nesta terça-feira(10/04/18), em Brasília, o “1º Fórum Brasil – Agenda Saúde: a ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde”, organizado pela Federação Brasileira de Planos de Saúde, com participação do Ministério da Saúde, de deputados e senadores.

Durante o evento, foi apresentada proposta de desmantelamento do Sistema Único de Saúde pela via do estrangulamento de seu financiamento. Segundo Espiridião Amin, ex-governador e atualmente deputado federal pelo PP de Santa Catarina, a justificativa estaria no fato do SUS ser “um projeto comunista cristão” (sic).

A alternativa, defendida no seminário, seria construir um “Novo Sistema Nacional de Saúde”. Entre suas características, segundo apresentação feita por Alceni Guerra, ex-ministro da Saúde no governo Collor e ex-deputado federal pelo DEM, estaria a transferência de recursos do SUS para financiar a Atenção de Alta Complexidade nos planos privados de saúde. A meta, segundo ele, seria garantir que METADE DA POPULAÇÃO DEIXE DE SER SER ATENDIDA DE FORMA PÚBLICA, gratuita e universal e passe a ser atendida exclusivamente de forma privada (#Confira: https://goo.gl/YExFKq).

Assim, de um lado, para os planos privados de saúde, haveria o reforço de um duplo financiamento: com recursos dos próprios usuários dos planos e com recursos do Estado. De outro, para o SUS, o subfinanciamento, com seus recursos sendo canalizados para empresários da saúde.

Para garantir seus interesses, propuseram ainda que um Conselho Nacional de Saúde Suplementar passe a ter o mesmo poder do atual Conselho Nacional de Saúde, enfraquecendo a participação popular na formulação, acompanhamento e controle sobre a política pública.
Na prática, a proposta representa o desmoronamento completo do SUS e a negação da saúde como direito a ser acessado e exercido por todas(os)! A “ousadia” estaria na possibilidade de garantir condições para a apropriação privada do fundo público de modo a atender interesses empresariais e não a qualquer interesse público!

Em 2016, nota técnica do IPEA, ao analisar a emenda constitucional que viria a congelar os investimentos públicos em políticas sociais por 20 anos, já alertava para a necessidade de ampliar o financiamento do SUS sob pena do provável aumento das iniquidades no acesso aos serviços de saúde e das dificuldades para a efetivação do direito à saúde no Brasil (#Conheça: https://goo.gl/i9jEDt).

A proposta articulada pelos planos privados de saúde e pelo governo federal, apresentada hoje, busca enterrar de vez qualquer possibilidade de funcionamento do Sistema, avançando a agenda golpista de desmonte de políticas públicas e de retirada de direitos sociais. Mais uma vez, a questão que se coloca, nesse encruzilhada histórica, é qual sociedade queremos construir (#LeiaMais: https://goo.gl/6KJCMm).

O SUS é uma conquista da sociedade brasileira e deve ser defendido. Em defesa da saúde pública, gratuita, universal e de qualidade, é preciso barrar mais essa tentativa de retrocesso! (Do Integra -movimento por uma psicologia coletiva)


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quarta-feira, 11 de abril de 2018

“Temer quer...” Pode? É isso, tirar seguranças, legais, diga-se de passagem, do Lula...

Temer quer... Com ou sem aspas? Este lance de pau mandado... Deve ser fácil, já que prescinde de qualquer coisa do tipo caráter ou coisa que o valha e é facilitado por todas as recompensas, tipo imunidade diante da folha corrida histórica, além da graninha para dar um trato no “bolso polpudo formado por grandes histórias...”.

Até as pedras sabem o objetivo de um ‘querer’ assim, além da aparente demonstração de poder e da tentativa de humilhação do alvo... Seria uma forma de o dito cujo entrar para história... Mesmo assim pela porta dos fundos...

Fazer o que, não? Se pensou justiça... Pensou errado. Está ficando a cada dia mais claro que é um mero jogo de sena e que ‘só bate’ do lado pré-estabelecido... Por quem?

Então!
     “Temer quer retirar seguranças e motoristas de Lula; ex-presidente foi ameaçado de morte
O direito que o Planalto quer suspender a Lula é garantido, por lei, a todo ex-presidente. "Preocupante", disse deputado petista.

O presidente* Michel Temer (MDB) quer retirar do ex-presidente Lula o direito de ter motoristas e seguranças oficiais. A subchefia da Administração da Presidência da República confirmou, nesta segunda-feira (9), que enviou à subchefia de Assuntos Jurídicos uma consulta em caráter de urgência para que o órgão avalie a retirada dos direitos.

Regulamentada em 2008 pelo próprio Lula, a lei sancionada em 1986 garante a todo ex-presidente da República dois veículos oficiais, dois motoristas, quatro seguranças e dois assessores. A ideia do Planalto é, após a prisão política do petista no último sábado (7), manter a ele apenas o direito de ter assessores, suspendendo a atuação dos seguranças e motoristas.

A subchefia de Assuntos Jurídicos ainda não deu um parecer sobre a consulta.

Lula ameaçado

Desde antes de sua prisão no último sábado (7) que  Lula é alvo de ameaças de todos os tipos, feitas principalmente por apoiadores do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). Recentemente, ônibus da caravana que o ex-presidente fazia pelo Sul do país foram alvo de um atentado a tiros. Neste final de semana, o petista chegou a ser ameaçado de morte por uma pessoa, ainda não identificada, que entrou em contato com o comandante do voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que levava Lula a Curitiba (PR) e mandou jogar “esse lixo janela abaixo”.

Pelo Twitter, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) classificou a situação como “preocupante”.

“Áudio vazado com ameaças de morte ao presidente Lula. Agressão sofrida por Manuela D’Ávila hoje em Curitiba. Agora, os golpistas avaliam retirar direitos de Lula, como seguranças e motoristas. A situação atual é preocupante. É a segurança do ex-presidente Lula que está em jogo”, escreveu.

     * O grifo é meu. Leia-se: interino...


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terça-feira, 10 de abril de 2018

O “socialismo alkminiano” a todo vapor... Segura aí...

Veja em seu Tiwtter:

Plus
O Brasil cansou da corrupção, da roubalheira, do desrespeito, da indecência, do compadrio e do patrimonialismo. Está farto de ver poucos privilegiados se darem bem, enquanto a maioria paga a conta.

Ele acha que é por aí... Confia piamente na leseira de seu eleitor usual – ele deve ter lá suas razões, haja vista os 20 anos de poder do psdb em SP – e dos eventuais que espera arrebanhar Brasil afora...
Confira: 
  - Metamorfose alkuiminsta. O dito cujo acaba de virar socialista! 
  - Alquimin diz que vai ‘detonar’ o Estado se eleito presidente. É verdade! Confira você mesmo!
O verbo ‘arrebanhar’ não é aleatório, é de rebanho, sim, uma discreta alusão aos quadrúpedes e/ou ruminantes...

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segunda-feira, 9 de abril de 2018

'O Brasil não merece esse Brasil'. É uma ‘nova’ voz na mídia usual...

É isso. Pode ser uma boa notícia o Jornal do Brasil (Fundado em 1891)
voltar a ser impresso depois de um tempo digital e fazer sua reestreia assim...

Pode ser uma voz – por horas meio isolada – de certa seriedade institucional da qual carecem os considerados ícones da mídia impressa no país, isto para nos atermos aqui, apenas à impressa...

Não precisamos listar os ditos cujos, não é verdade? Já que fizeram o cenário, ou divulgaram o ‘script’ já combinado e estabelecido para este período pelos reais mentores e ‘favorecíveis’ internos e externos, do golpe, notadamente no julgamento e prisão do Lula.

Esperamos que ao agir assim, ao voltar ‘ao papel’, o ‘velho JB’ não esteja fazendo apenas um jogo de imagem, de marketing, na reestreia. 

Esperamos sim, que ele se imbuia de um papel que possa dar um toque de mídia, mesmo, a esse cenário midiático catastrófico, digamos assim, e que possa como tal fazer um contraponto à unanimidade vendida e golpista predominante.
"O Brasil não merece esse Brasil
Hoje, amanhecemos em um dos dias mais tristes do Brasil. A prisão de um ex-presidente da República, fato que não encontra similar em qualquer página de nossa História, mesmo nos momentos de conturbação intestina. Dia triste, independentemente de termos ou não simpatia por esse metalúrgico pernambucano,  que chegou à alta magistratura do país, e, estando lá, deixou contribuição para nossa projeção no exterior. Triste, mais ainda, pelo fato de que, antes de se tratar de um presidente, foi um cidadão condenado, por crimes que sempre negou, sem que os tribunais lhe dessem a oportunidade de ir às últimas instâncias para defender-se. Nisso a Constituição também sai machucada. Ora, se esse é um direito que lhe é negado, por obra de filigranas jurídicas, imaginemos o que pode ocorrer com qualquer outra pessoa alvejada pelo martelo de um juiz na segunda fase de julgamento. 

Continue lendo, aqui.

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domingo, 8 de abril de 2018

O coronelismo digital ou o cabresto pós-moderno nos corações e mentes do usuário

Rede social, quem não tem? Só no Facebook temos no Brasil algo em torno de 101 milhões de usuários... É muito poder em mãos de quem sabe usar... Não é verdade?

O detalhe é que pode fazê-lo como e quando quiser ...

Depois de alguns escândalos radicais que podem ter tudo a ver com a eleição do Trump (EUA), até tivemos por aqui algo de gênero promovido pelo carinha de extrema direita local, da MBL, – que tanta gente gosta – no Brasil e sua organização execrável, o ‘dono’ resolveu fazer alguma coisa.

Como estava virando ‘a casa de mãe Joana’ e só depois de ter tomado um puta rombo de, ‘só’, 50 bilhões de dólares nas finanças pessoais, é que resolveu dar um jeito e limitar um pouco os acessos indevidos. O que não quer dizer que não vinham sendo feitos até então de forma mais discreta, digamos assim, e a nossa privacidade já estivesse nas cucuias há muito tempo.

Como saldo visível temos a moda da fake news, que promete para as próximas eleições por aqui...

Confira!
O coronelismo digital
O voto de cabresto e a promessa de cesta básica são coisas do passado. A manipulação das redes atinge o mesmo resultado

Neste mês veio à tona mais um capítulo do uso indevido dos dados pessoais processados diariamente pelo Facebook. O jornal britânico The Guardian revelou que informações de 50 milhões de americanos foram acessadas sem consentimento pela Cambridge Analytica, empresa inglesa de marketing e análise de dados. O período de acesso ocorreu durante a campanha presidencial que elegeu Donald Trump em 2016.

A empresa foi criada por Steve Bannon, nomeado chefe de estratégia de Trump depois da vitória nas urnas. Os dados coletados ilegalmente foram usados no que são chamadas “psyops” (ou operações psicológicas). Em vez de enviar maciçamente uma informação idêntica para os milhões de contatos roubados tentando convencê-los a tomar determinada posição, a Cambridge Analytica distribuía conteúdos personalizados para grupos específicos de eleitores.

A partir das postagens de cada usuário e seus movimentos na rede social, eram formatadas mensagens específicas que incluíam mentiras, boatos, fake news, vídeos apelativos, correntes e outras técnicas. O sistema desenvolvido identificava as suscetibilidades emocionais dos usuários e quais tipos de conteúdo audiovisual seriam capazes de desestabilizar suas opiniões e sentimentos.

Em conversa recente com Fábio Malini, um dos maiores analistas de rede do Brasil, tive a dimensão do que está em jogo com a manipulação de dados. A coleta de informações pessoais pelo Facebook e outras empresas identifica padrões de comportamento e menções nem sequer percebidas pelo próprio usuário. Trata-se de sondar tendências da ordem do inconsciente e incidir sobre elas com propaganda, seja ela de um iPhone, seja de um candidato.

É um padrão sofisticado de manipulação, na medida em que é personalizado, diferente do marketing tradicional. Ao identificar os medos, desejos e expectativas de alguém, por seu comportamento nas redes, o Facebook dá “soluções” sob medida.

O efeito imediato dessa revelação foi a perda de mais de 50 bilhões de dólares de valor de mercado do Facebook e repetidos pedidos de desculpas dos seus executivos. O criador da empresa, Mark Zuckerberg, garantiu que a empresa fará de tudo para garantir a integridade das eleições em diferentes países, Brasil incluído.

O bilionário não citou nosso país apenas porque teremos eleições em 2018. O Brasil lidera o uso de redes sociais na América Latina. No ano passado, estimava-se em 101 milhões o número de brasileiros conectados aos Facebook. Calcula-se também que cada brasileiro navega na internet em média 9 horas e 14 minutos por dia. Somos a terceira nação que mais passa tempo na rede.

A revelação do uso de dados ilegais dos usuários tem profundos desdobramentos políticos para a nação. Especialmente, desde o processo de impeachment de Dilma Rousseff, as redes sociais tornaram-se verdadeiras arenas da luta política. E do uso indiscriminado de mentiras, calúnias e fake news, especialmente por grupos “novos” de direita.

Vivemos a repetição dessa batalha nas redes após a execução covarde da vereadora do PSOL no Rio de Janeiro, Marielle Franco. Uma quantidade imensa de fake news, calúnias e uma série de outros absurdos contra a memória da ativista chegou à população, tanto por meio de agentes públicos (parlamentares, juízes e policiais) quanto por páginas ligadas a esses grupos de direita. Pesquisa do Datafolha revelou que 60% dos cariocas receberam algum tipo de notícia falsa sobre Marielle.

Uma delas, oriunda do Movimento Brasil Livre, foi retirada do ar e logo em seguida seu suposto criador afirmou tratar-se de uma “guerra política” e que eles estavam ganhando. Quando um cidadão admite alimentar calúnias e repassar informações criminosas, o mínimo a fazer é julgá-lo por seus atos e investigar a rede que financia esses grupos de ódio. A polarização e o avanço do conservadorismo não cessarão com medidas judiciais, mas é fundamental que o Poder Judiciário atue diretamente sobre essas redes.

Além disso, mais do que desculpas, o Facebook deveria oferecer transparência, elemento quase ausente nos algoritmos e no uso dos dados pessoais de seus usuários.

Difícil falar em democracia quando o comportamento político passa a ser grosseiramente influenciado por mensagens, feitas sob medida, que respondem a seus anseios e esperanças inconscientes. Estamos na verdade diante de um coronelismo digital. Voto de cabresto e promessa de cesta básica são coisas do passado. A manipulação de redes obtém os mesmos resultados de forma mais sutil e com ares de consentimento. 


Obs. Cuidado com o que ‘diz ou faz’ nas Redes Sociais, notadamente no Facebook, confira aqui.

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